Dia 13 de novembro,os dias estavam estranhos,cheios de ventos e chuvas constantes.Tinha acabado de voltar da biblioteca,peguei alguns livros para relaxar e poder encher minha mente com fantasias e lugares mágicos;algo que realmente não estava podendo fazer por causa da faculdade e seus trabalhos exaustivos.
Meus dias estavam cada vez mais curtos e sombrios.Parecia que as noites duravam uma eternidade,seus segundos pareciam horas e eu não conseguia ignorá-las por causa da minha falta de sono.Minhas olheiras estavam enormes e profundas, minha cabeça parecia que ia explodir a qualquer momento e lá estava eu com minhas anotações, escrevendo sobre minhas dores internas que estavam cada vez mais profundas por causa da solidão e do tédio.
O dia 14 começa e o relógio desperta as sete da manhã.Eu acordo de minha noite conturbada e começo o meu dia com uma boa xícara de café e com um belo dia de sol,pela primeira vez naquele mês.Minha mãe me encontra na cozinha e diz:
-Bom dia querida,dormiu bem?
-Bem mãe,na verdade não.Estou com uma dor de cabeça insuportável e estou morrendo de sono.
-Que estranho...você disse que estava cansada noite passada,não entendo o porque da insônia.
-Creio eu que você ainda não saiu da rotina da faculdade e isso dificulta sua noite de sono.Tente dormir agora a tarde e relaxe um pouco.Tenho certeza que estará melhor.
-Sim,farei isso mesmo, assim aproveito e sonho um pouco,algo que não faço á quatro anos.
A tarde foi sossegada e eu não a vi passar pois dormi-lá toda .Realmente estava cansada e isso fez com que eu dormisse pesadamente.Foi ai que comecei a trocar o dia pela noite,algo que sempre fazia quando mais jovem e isso se tornou comum,pois bastava eu regular meus horários e tudo voltava ao normal...pelo menos era o que eu esperava.Meus olhos não aguentavam mais ficar abertos e por mais que eu não dormisse a tarde, o sono não vinha a noite,sendo assim passava noites e dias em claro.
O mais estranho é que mesmo não fechando os olhos pra descansar eu sonhava constantemente.Estava sempre em lugares ricos,cheios de detalhes de peças de ouro faiscante que penetravam em meus olhos e me deixavam fascinada.Era lindo.
Porém,enquanto me distraia na riqueza dos detalhes,alguém em cima da janela me espionava,era uma janela enorme e muito alta,estava logo em cima de uma cama também muito grande e com os lençóis e cobertores da cor do céu,quando o mesmo está prestes á anoitecer. Ele me observou fixamente durante alguns segundos e saltou em cima de mim,e em suas mãos havia uma foice que chegava cada vez mais perto de minha garganta,meus olhos suplicavam uma explicação,eu queria entender o porque do ódio súbito e incontrolável daquele homem.Mas,pelas circunstâncias,não
havia mais jeito.Não podia controlá-lo,suas mãos eram mais fortes do que as minhas ,seu corpo estava sobre o meu impedindo que eu me movimentasse para onde quer que seja;naquele momento a unica coisa que passou em minha cabeça foi a morte.Ela estava presente ali e iria me levar pra sempre,e restava apenas segundos para que isso acontecesse,e eu sem poder controlar a situação,apenas fechei meus olhos e esperei o golpe que iria ceifar minha vida.
Naquele instante algo surgiu perante a escuridão.Não vi seus olhos,não vi seu rosto, pois estavam cobertos por uma capa e um capuz negro.Apenas vi suas mãos que nelas haviam uma espada que com apenas um golpe, dividiu o meu opressor em dois.Não tive tempo de agradecer,ele saiu sem pronunciar ao menos uma palavra.
Eu ''acordei'' assustada e ao mesmo tempo tranquila.Não entendia o porque daquele lugar,o porque daquela situação e o porque daquele homem em me salvar.Não entendia nem ao menos o porque estava sonhando, se passei todo o tempo com os olhos abertos e fixos na televisão.Eu precisava de respostas,eu precisava fazer perguntas,mas,pra quem?
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